olhar para essas cortinas acessas
sentir chegar a lágrima mansa
a fumaça que em meus cabelo é
acúmulo de sujeira, me faz coçar.
olhos é deles que falo
não de ninguém
ninguém é apenas
ninguém e os olhos são
olhos
estou tão atormentada com essa rotina
calejada de sofrer
respirar e olhar.
preciso com minha dor saber separar
quem é
por que todo mundo é alguma coisa?
estou cansada...
os meus ombros
minhas vértebras
a minha vista
parece que não existe o novo
é tudo igual e monótono
sendo vários monólogos
como este.
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Efeito pós carnaval
Quão longíquo é o carnaval das arestas ensanguentadas onde os corpos mais suspeitos escondem-se; do prazer em beijar a boca vil do capita...
-
penso em escrever no contorno dessas linhas a tensão que o verbo existir me causa. o humaninho idiota como eu que passa o dedo na tela, na i...
-
Nas vielas do pensamento nenhum alento tudo correndo lento aqui por dentro Falo o que penso Caminho atento Não tenho sossego As coisas ...
-
Identificar em si o que do outro não é seu, e não sentir-se culpado por isso. É realmente frustrante se deparar com situações que nos coloca...
Nenhum comentário:
Postar um comentário