quinta-feira, 14 de setembro de 2017

come nsur a´r

olhar para essas cortinas acessas
sentir chegar a lágrima mansa
a fumaça que em meus cabelo é
acúmulo de sujeira, me faz coçar.

olhos é deles que falo
não de ninguém
ninguém é apenas
ninguém e os olhos são
olhos

estou tão atormentada com essa rotina
calejada de sofrer
respirar e olhar.

preciso com minha dor saber separar
quem é
por que todo mundo é alguma coisa?

estou cansada...
os meus ombros
minhas vértebras
a minha vista

parece que não existe o novo
é tudo igual e monótono
sendo vários monólogos
como este.

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