Não estou aqui para segurar as mãos,
cruzar os braços e sorrir.
O sobejo da lembrança;
desejo do amor;
sinto vontade do choro
todo momento que existo
Pareço adormecer e forçar demencia
toda via que sinto chegar perto de mim
a água do rio mais próximo;
sinto sede, mas não posso me dar ao luxo
de seguir sem que a ultima saliva seja
extinta
Recebi da vida um caminho e ando cansada
tremula, medonha e calma
respirando a fumaça do meu fogo se apagando
e deixando as cinzas sujar-me os cabelos
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