segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Quem somos dentro da noite?

Traçamos com os pés, caminho de fuga!
De uma esquina para outra, no entorno
da rua Padre Valdivino e João Brígido,
há demasiadas estruturas que comportam
a insegurança de muita gente.

No gole ardente da cachaça
Na perna que roça por debaixo da mesa.
Por vezes beliscando a ponta dos seios.
Por vezes deitando no ombro.
Cantando!

O gozo sadio das manhãs
Gosto forte das entranhas
Supostamente nadamos
Supostamente afogadas.

Fugindo do flagrante eminente
Segurava em uma das mãos um resto de
esperança, e na outra uma bolsa...
Esperava na ponta da rua a chegada

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Em minhas mãos

Meu sussurro na noite  é oração despercebida  Tenho dentro de mim vontade incessante  não preciso de briga Ando pela avenida sem pressa corr...