segunda-feira, 20 de junho de 2022

Sem conclusão


Me sinto uma pessoa de vidro 
que qualquer toque mais forte cai, 
quebra e se espalha em pontas 
agudas que podem cortar.

Destoante e reativa ao prazer e a loucura: 
tudo me vem efêmero até mostra-se contrário. 

As cores verde musgo e lôdo descendo pela parede, 
um vermelho bordô minando na beira da calçada, 
me faz lembrar de suas unhas pintadas.


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