Me atormentam as vozes do passado.
Ando por essa cidade com vontade de esquecer
razões pelas quais não fazem sentido algum.
Como explicar ou decifrar as sinapses, quando
elas são tão ligeiras e essas pequenas explosões
me deixam atônita, sempre veloz pelas ruas
Tenho buscado colidir em conversas que não
falem sobre cotidiano ou qualquer assunto
vil dessa geração. Então estou andando só!
A maioria dos dias estão passando sem que
aconteça um esbarro no olhar de alguém e
aquela sensação do corpo estremecendo,
expandindo, desafiando as linhas da paixão.
Ou melhor, fazer durar algo é extraordinário
necessário, e não falo sobre o quão breve é
a rotina espaçada em que os corpos tem a
se desfazer, não.
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