segunda-feira, 14 de março de 2016

Me atravessou



















O oceano com suas águas salgadas e acidas,
viciou-me a carne. Contudo alegrou o meu sertão,
floresceu meus pequenos cactos, amaciou meus espinhos.

Um mar que corre dos seus dedos molhados
me fazem crer nalgum tempo em que foste
tu a deusa rainha das águas em que me banho
sem medo de afogamento.

Estava na beirada d'água quando suas ondas me
puxaram e me jogaram sem pudor aqui, nesse vilarejo
ribeiro onde dançam os velhos e jovens cultuam a tua imagem.

A beleza do teu colo sustenta a minha suposição, se ei de
morrer um dia que seja pelas tuas mãos lubricas o ressurgir da
mansão dos mortos!

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