quarta-feira, 1 de junho de 2016

Atemporal

Quatro dedos
 apontando a imagem:
Primeiro ·                            as casas antigas
2 ·        as estruturas                                      em          ruínas
     3·                                                                                   pessoas correndo
4 · um gato em cima do telhado

A música complicada e melancólica com a simplicidade dos móveis, conduzem a dança.
As xícaras             e a bolacha
O café e os insetos
                            O pão

Cairão
           ao chão
                    quando eu virar
de cabeça para cima.

Logo ouço os passos
Estou                        de pé sobre as vertigens do que já foi.
Eles estão indo,
elas
elas
elas
elas,
Abandonadas no próximo cais.
Eis aqui as garras:
Os                         olhos do infinito desconhecido

Em cima dos muros gemendo seu cio.

Quatro dedos apontam o tempo e somente um não faz sentido.


1> 2> 3> 4 = 0



Obs: ervo a imagem outra vez,
sem os dedos do tempo,
ela parece solitária,
sem calma nem zelo,
pintada talvez por alguém
com cansaço divino.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Não é sobre amor, mas ainda sim sobre amar

Identificar em si o que do outro não é seu, e não sentir-se culpado por isso. É realmente frustrante se deparar com situações que nos coloca...