Quatro dedos
apontando a imagem:
Primeiro · as casas antigas
2 · as estruturas em ruínas
3· pessoas correndo
4 · um gato em cima do telhado
A música complicada e melancólica com a simplicidade dos móveis, conduzem a dança.
As xícaras e a bolacha
O café e os insetos
O pão
Cairão
ao chão
quando eu virar
de cabeça para cima.
Logo ouço os passos
Estou de pé sobre as vertigens do que já foi.
Eles estão indo,
elas
elas
elas
elas,
Abandonadas no próximo cais.
Eis aqui as garras:
Os olhos do infinito desconhecido
Em cima dos muros gemendo seu cio.
Quatro dedos apontam o tempo e somente um não faz sentido.
1> 2> 3> 4 = 0
Obs: ervo a imagem outra vez,
sem os dedos do tempo,
ela parece solitária,
sem calma nem zelo,
pintada talvez por alguém
com cansaço divino.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
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