E vai ficando esquecida a gota contra gota que até a pouco escorria.
Chega lenta e logo finda a gota madura que cai. Juro que não lembro
do momento em que a machuquei sob os pés descalços
-ela me feriu como agulhas no útero materno.
Um coágulo engoliu a minha boca, a vermelha boca em que o beijo
não dura, transformando aflição em palavras que o sentido não pendura.
Na capa da noite seguro e na parede do meu quarto cuspo o velho ranço
de tudo.
Não se acostume em ter, não se acostume! Fujo como gato, como diabo;
não sou companhia para desfrutar, sou correnteza que desce e árvore
-não se acostume subir.
Aprenda a não me ter, para amanhã acordar do sonho.
domingo, 17 de junho de 2018
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Não é sobre amor, mas ainda sim sobre amar
Identificar em si o que do outro não é seu, e não sentir-se culpado por isso. É realmente frustrante se deparar com situações que nos coloca...
-
penso em escrever no contorno dessas linhas a tensão que o verbo existir me causa. o humaninho idiota como eu que passa o dedo na tela, na i...
-
Nas vielas do pensamento nenhum alento tudo correndo lento aqui por dentro Falo o que penso Caminho atento Não tenho sossego As coisas ...
-
Continuo nutrindo paixões efêmeras que não duram sequer 1 mês completo e isso tem me mantido viva por muito tempo em imaginários. A coisa ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário