Se fugir para longe, é distante que me sinto? Contorno meu rosto com a lembrança e cubro a saudade que tem a cor de suas pernas lindas. Sendo assim tão confortável da maneira que é o tato as superfícies planas, o chão que agora procuro talvez não seja em uma cama desconhecida e por tudo que digo ser sagrado, o chão ao qual quero deitar não me deixa ver os olhos nítidos da minha busca.
Confundida no céu, eu quase não sinto terra. Estou aqui ainda, no entanto menos presente, eu sei. Largo meu choro não vem mais, tudo é mais paisagem e detalhe de natureza ébria e coisificada...
Sinto tanto muito esse momento conturbado na cidade, e tudo que mais anseio é um abraço menos angustiado.
Posso?
Entro e deito.
Aqui não me reconheço, mas consigo descansar.
Como pode ser o vôo se as tempestades dentro de mim surgem e caio, desabando sobre minhas construções?
Ora, não há explicações para o feito que o intestino está exposto, as friagens que um olhar ou um beijo causam, e não são os seus; as mãos que entrelaçam e as suas que não sei mais como sentir; o cheiro de casa...
Eu sabia exatamente o espaço das tuas pisadas, o intervalo entre uma e outra, o peso, o formato...
Hoje parece que caminho só.
sábado, 12 de janeiro de 2019
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Em minhas mãos
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