domingo, 12 de abril de 2020

Por fim

Tateio o imprevisível amor
A lonjura do pensamento escorrendo
pela minha fronte feito corte na fonte.
A doçura e acidez resvalando pela parede. 

Ao amor que guardo
Uma semente amarela num pedaço de algodão
Aguar e permanecer contente
Sem a espera, sem vontade materna 
Caso viva, e não tenha fruto, que sirva
De sombra para quem anda cansada.

A perplexidade imatura do amor 
Vinho seco é como espinho 
Desce macio e cortante
Quando percebes já não amarga mais.
Prefiro a candura de quem corre sem 
destino, deixando um rastro cheio e 
Espesso. Por que tens pressa? 





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