terça-feira, 21 de julho de 2026

Preso

O cão em prantos ao lado 
a solidão e a tristeza da corrente 
em seu pescoço; tentativa de fuga
ou um carinho qualquer… 

Pela combobó observo sem saber
o que fazer. Havia um balde de água 
e amarrado a um pé de mangueira 
ainda juvenil, o cão pula, quase 
verbaliza seu desespero ali…

O choro do cão violenta meus ouvidos
e o sol que tine em meu corpo revela 
que ter dó é uma vontade de exterminar 
a culpa, sentir menos remorso em não 
poder fazer absolutamente nada.

Sigo meu caminho
Agora o cão descansa na areia
e quem sabe mais tarde, torna a
grunhir a revelia de seus donos.



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