segunda-feira, 20 de julho de 2015

Sem títulos

Ó delinquente insanidade!
Por que me dar as mãos para
Contigo dançar?
Como se de mim Eu não fosse,
Como minha és: contínua água na boca,
Salivo-te os seios; farta de ti, calma!

Covarde sou, por clamar-te com vigor,
E na hora do "pega pra capar"
Me assusto, corro as léguas de leves'

E pés cansados, e mãos. Bocas e mente!
Menti.

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Minuciosa e medonha: ancora no meu
peito é o teu amor. Como naufragas sem
medo nos meus beiços? Que liberdade
te dei para tomar-me o fôlego
em um olho só?

Afrouxa teu nó, mergulha
no meu mar. Despida comigo! Deixa
eu em ti navegar do umbigo ao
circular do sangue.


"Fode-me com Amor."

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