Um dia eu caminhava na beira d'água e
e noutro já estava neste mar.
Suas ondas mansas sorriam e tocavam
minhas mãos, por vezes beijava e outras
lambia...
O vento balançava meus cabelos
como o balançar de mãe na rede.
Então,
a areia molhada em cima e embaixo dos pés
excitava-me voluptuosamente e eis que rendo
meu corpo diante do mar:que
suga-me as forças, ofusca minha visão,
sufoca o meu grito...
Será que estou me afogando mesmo sabendo nadar?
Já sem muito saber o mesmo mar me leva em ondas até
eu consegui agarrar nas pedras no entorno das águas para tentar
salvar os rebentos de minha fé.
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
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