quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Essa madrugada

eu caí no sono com o abajur aceso,
a luz amarela de frente pros meus olhos
como um farol cortante e morno.

Instantes-quase
depois
meus olhos
saltaram
súbitos
pelo
clamor
agudo
de uma imagem rapina.

Tua!

O teto do quarto dava vista
a serpentes douradas em bando,
teus cachos, teu corpo coberto
por um tecido dourado que caía em franjas,
tão vivas e absorvendo um forte cheiro de ouro e de floresta.
Teus olhos elegantes iam e vinham,
de cima, preenchendo todo o quarto!

E eu estática na cama,
arisca de pavor e desejo.
Eletrizada!
e ensandecida
querendo

erguer-ranger-tanger
e não podendo.

Por: Tatiana Dourado



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