Um bar
Na cerveja, certezas.
A rua quase deserta.
O mar de gente desperta a ânsia.
Conversas que nascem na noite.
Frio dentro de mim.
Cortejo a moça mais próxima.
É só lábia.
Poesia sou eu.
Carrego a solicitação do fim.
Corpos negros...
A madrugada chega rápido.
Pode apostar suas fichas hoje.
Estou triste
Estou triste
Estou triste
Nada feliz.
Tudo na mentira é verdade.
Você suou os olhos, querida.
Seja talvez quem sabe, sua intuição.
Inflamando meu coração como a chuva no fogo.
Minhas escolhas acolhem.
O medo distorce o conforto, pode crer.
Há merdas no caminho, melei-me e isso basta.
Logo não durmo, embora curto se faça o sono.
Bebericando e não ébria.
Sufocando e não surda.
Amanhã é meu primeiro dia, de todos.
terça-feira, 19 de março de 2019
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