Rapidamente surge na memória um dia passando pela ciclovia, após as ladeiras, lá no Eusébio. Era umas dezessete horas e pouquinho, o sol baixava lento silencioso; além daquele tempo.
O cheiro doce das mangas que despencaram trazia também o que mantia a lembrança.
Quando em dias de muita chuva e ventos dispostos a derrumbar um mundo, balança tanto a mangueira que até as mangas verdes caiam. O rebuliço era grande para colheita. Sinto pela manga um gosto de manhã, de ventos bons e sonho: sonambula corria e era como rasgar um véu celestial.
No trajeto até aqui, sempre aparece no caminho umas mangas doces e azedas. Eu como todas, esteja quente ou um pouco mole ou mordida de passarinho. Consigo separar com meu canino o que por ventura, possa impedir um momento de tamanha celebração.
Por entre as mangueiras ancestrais quero seguir o curso do meu rio
com minha devoção
e os sonhos.
Segurando na mão da ternura e do fogo. Justiceira
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
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