Resolvi escrever hoje porque me veio a sensação
de não saber quem sou, onde estou e para onde ir.
Porque na travessia da rua, eu quase fui atropelada.
Lembrei da falecida...
Ao longo dos anos esse dia vem sendo considerado
por muitos -um tédio, um inferno. A fara, o descanso
o descaso e o acaso; como este.
Quando eu não sabia contar os dias, ele era sempre
o fim, mas percebi que é véspera do começo da semana.
O que sobra e fica na geladeira para ser ingerido por algum
esfomeado.
Como os resto da feira que acontece
na Quarta-feira aqui no Alvorada.
É raro se ver a
aurora de tal dia,
logo passa
despercebido,
igualzinho aos
que
estão
comendo
os
restos
da
Feira.
Na quarta feira mundial de Domingos.
domingo, 15 de novembro de 2015
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Presente raro

Estou desperdiçada sob a luz
dessa taberna e na brecha que
se alarga na escuridão, meu corpo
é a poeira rasteira a cegar os olhos da cidade.
Contém medos nessa cama, sem beijos de ninguém
e abraços próprios até os braços se encontrarem
nas costa.
No badalo do relógio, passos de dança a calar no
oco do tempo que passa... Passa... Passa. Sem ao
menos repetir essas horas cintilantes com vestígio de
pretérito!
Por que diabos havia de se repetir? Ora, o que jaz passado
não retorna como vassalo do vão querer, chega como calo:
permeia a tua calma até enlouquecer.
Quisera eu ser soberana da minha lucidez, logo não
precisaria de mais desdém de ninguém...
Mas louca estou! E sou sujeita incompleta deste corpo,
desse couro:
-Desça cama á baixo. Vira comigo presente?
Ela!
Eis que surge em mim alegre, um riso conturbado.
A tua voz penetrando minha calma, erguendo a força
de uma era há tantos e portanto esquecida.
(Não cabia, por que seria de ser minha?)
Outrora fora metonímia, agora, relva a se espalhar
pelo rastro da minha lentidão ao ouvir no sentido surdo do
coração uma voz, semelhante a tua.
Ao derramar o balsamo dos orvalhos na tua carne seca,
produzia cheiro de cio -lambia meus lábios!
Seduzes o vento com teus cabelos e
Jogar-se-a do precipício presa a um pêndulo de morte.
Eu terei a sorte de não ver teu sangue...
Aquele sorriso era o teu que se desfazia (?)
Ou o ultimo que eu via?
Ela morreu!
Eu morria...
A tua voz penetrando minha calma, erguendo a força
de uma era há tantos e portanto esquecida.
(Não cabia, por que seria de ser minha?)
Outrora fora metonímia, agora, relva a se espalhar
pelo rastro da minha lentidão ao ouvir no sentido surdo do
coração uma voz, semelhante a tua.
Ao derramar o balsamo dos orvalhos na tua carne seca,
produzia cheiro de cio -lambia meus lábios!
Seduzes o vento com teus cabelos e
Jogar-se-a do precipício presa a um pêndulo de morte.
Eu terei a sorte de não ver teu sangue...
Aquele sorriso era o teu que se desfazia (?)
Ou o ultimo que eu via?
Ela morreu!
Eu morria...
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