Este tempo frio me comove
quero sentir o calor
mas quando ele vem, traz o
medo junto
Acabo por sentir solidão
e contudo é o que falo
quando me falta terra no
caminho e quando as águas
me inundam
Trago para perto um pouco
de sal...
Escorre pelo corpo a lágrima mais uma vez,
eu sei que tudo vai passar
intacta ferida, não machucará
é balsamo que lava e deixa transmutar a dor
ficar calada é um horror
mas o silêncio cura mais que a guerra dos
olhares tortos pela rua enquanto a madrugada
chega, curta sou
e não fujo.
Aguento o tormento sem congestionar
o pensamento. Surda sou, ao argumento
que mente, disfarçado de contente ao me ver
passar.
Tento retirar as pedras para que minha
memória possa durar o tempo que rasga
a história que não contava quem eu sou
Agora eu sei
Graças quem? Não vos dou!
Porque os teus santos dispensaram
os meus: bantos, cantos que vieram
antes de deus.
trago para perto um pouco de sal...
Para lavar os caminhos
e como esquecer a dor?
e como sentir rancor?
Faço um café!
Janeiro de dois mil e dezenove
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
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