Pode ser que vá e corre
agachar debaixo da árvore
e beber a água do rio que
passa em correntezas demais
sentar-se para observar os
peixes que saltam enquanto as
garças estão lá sobrevoando
rapidamente para abocanha-los
gostaria de entrar e ficar mais
um pouco. Andar por toda casa
sentir todo mofo mesmo que meu
nariz não aguente mais de tanto
espirrar
quero deitar ao seu lado outra vez
te ver dormir é dormir melhor
o teu cheiro forte é a chuva quando
vem e bate no mormaço quente e
se espalha por toda cidade
quando tu diz que vem eu arrumo
o quarto, eu limpo o ventilador e
troco os lenções, mas quando vens
de surpresa tu reclama de tudo
então eu paro na tua frente e com
um beijo silencioso te peço calma
e tu não para e fico aflita e tu não fala
a gente briga
Vejo os pássaros que são como nós
agitadas e ágeis, e os peixes de água doce
como nós flexíveis e completas
antes de dormir penso que estou com
você e estou! Durmo mais ligeiro...
sábado, 18 de março de 2017
segunda-feira, 13 de março de 2017
Submeto esses versos para falar desses tempos
cujo argumento maior se encontra no trajeto torturante
até aqui, ainda fresco e vivo.
As armas perigosas entregues nas mãos daqueles que
destroem com vigor as risadas.
Aquilo que come as cidades, uma praga, uma mentira.
Mal consigo pensar, queria mesmo me atirar da pedra
mais alta de Redenção ao contrário me prenderiam para
roer minha língua e fazer de mim um capacho, um limpador
de bosta de seus cavalhos cheios de brilho, crinas elegantes
e superfaturadas.
Devia mesmo me entregar a sangrenta tabela de seus assassinatos
covardes, passar no jornal na hora do almoço, enquanto bebem
o meu sangue e os restos do meu corpo são jogados aos seus
cachorrinhos novos.
Eu sou é ruim!
Ainda que pelos argumentos o TEMER não exista, ainda
que pelos beijos tenha eu que conter os lábios e daqui já
consigo ouvir o tintilar dos copos desse veneno torpe preste
a ser bebido por tantas de nós em pequenos cubos, eu sumo e assumo que
não pelas minhas mãos os corpos serão submetidos ao erro,
ao engano e ao dinheiro serão comprados para amarrar os seus
próprios pés dentro de uma bacia cheia de caranguejos agoniados.
Em um tempo como este que nos é dada a oratória vil para dizer
que os nossos dias são contados e monitorados por um olho universal
que rege até o cu mais cagado e sujo dessa terra e das terras que nos
roubaram enquanto estávamos na beira do nascimento, um parto
doloroso e raro onde nossa mãe morrera asfixiada pelo pai comprado
pelo estado.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
Espelhar
Na minha boca sinto o beijo que já passou
a pele louca na minha pele louca e a fragilidade
dos nossos corpos diante desse mundo todo.
As lembranças são transeuntes lembranças...
Veneno colocado nos meus olhos que antes
não conseguiam ver além da paisagem morrendo
ao meu redor e o convívio selvagem que nos apetecia.
Durante muito tempo me via presa as garras cruéis
de quem ainda por maledicência me tinha
Quando fui mansa e não sabia reagir as mudanças
o clima em mim só era inverno
as minhas pálpebras viviam cansadas, fadigadas de tantas
noites perdidas.
Foram inúteis dias e noite e dias e tardes e mortes.
Sequer sentia o cheiro das outras flores de tão
embebida de ti.
Agora por fora disso tudo tenho em mim a certeza de
que fostes bela enquanto eu te via que era assim como
realmente teria que ser... De longe! Embora o meu corpo
ainda sinta leves pontadas de amor agora e só agora sei
que passavas por mim como um relance da minha própria
imagem que reflete na água e desaparece quando ela turva.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Ausência de gramática ou verbo
sigo solta e envolta de mim os corpos cheiros e coisas e mais do que isso tudo o incerto o invisível
rindo com quem zomba
ia-se e sem saber porquê o invisível
então choro não se divide se confunde
nesse oco águas esquecidas é o amor faca amolada
falta tudo sem verso e teto
até coragem atrevido
pequeninos grãos de areia espírito igual permanente grito
minha terrinha retribua meu sorriso
pézin do meu amor ao menos isso.
secando
preciso viajar nessa busca
de mim
tenho os olhos rasos
todos os meses
sobro
quão cruel é esse céu
e acima dele, onde estou?
não mereço um dia perdido
privilégio seria não está caminhando pelo ar respirando pensando essa folha construída de sentir
rindo com quem zomba
ia-se e sem saber porquê o invisível
então choro não se divide se confunde
nesse oco águas esquecidas é o amor faca amolada
falta tudo sem verso e teto
até coragem atrevido
pequeninos grãos de areia espírito igual permanente grito
minha terrinha retribua meu sorriso
pézin do meu amor ao menos isso.
secando
preciso viajar nessa busca
de mim
tenho os olhos rasos
todos os meses
sobro
quão cruel é esse céu
e acima dele, onde estou?
não mereço um dia perdido
privilégio seria não está caminhando pelo ar respirando pensando essa folha construída de sentir
terça-feira, 18 de outubro de 2016
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Dorzinha
Quero ir aonde o sonho não me alcança.
Acordar de um pesadelo denominado Amor.
Sinto as cordas no pescoço
sou suicida de fachada cortando meus punhos
sem saber para onde vou.
Há uma dor no peito que não passa
um pensamento que não cessa
a raiva de ter me encontrado noutra
medo de ser outra vez.
Vejo nessas ruas líquidas o meu sangue
escorrer... É leve e preto, é sujo e corajoso.
Ontem não tive receio de morrer, morri!
Tinha poeira em meus olhos que o vento trouxe
d'algum lugar. Chorei e solucei, sem soluções
para me calar.
Um grito na minha cabeça
Me manda embora
Fugir para não me machucar.
Mas eu não fujo!
Por que diabos estou aqui?
Diante de você o meu infinito vira
teus olhos.
Acordar de um pesadelo denominado Amor.
Sinto as cordas no pescoço
sou suicida de fachada cortando meus punhos
sem saber para onde vou.
Há uma dor no peito que não passa
um pensamento que não cessa
a raiva de ter me encontrado noutra
medo de ser outra vez.
Vejo nessas ruas líquidas o meu sangue
escorrer... É leve e preto, é sujo e corajoso.
Ontem não tive receio de morrer, morri!
Tinha poeira em meus olhos que o vento trouxe
d'algum lugar. Chorei e solucei, sem soluções
para me calar.
Um grito na minha cabeça
Me manda embora
Fugir para não me machucar.
Mas eu não fujo!
Por que diabos estou aqui?
Diante de você o meu infinito vira
teus olhos.
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
Noturna
Possivelmente eu esteja sendo influenciada por momentos
cujo o nome não sei dizer ainda.
Durmo...
Acordo...
Tenho sonhos exaustivos que me deixam pensativa durante o dia
tentando lembrar o que aconteceu em mais um período que
dormia.
Vejo a corrente da vida me levar a lugares que não almejei.
Pareço simular algo que já aconteceu em algum...
Agora é calma a noite é clara lá fora.
Um dia a lua me sorriu assustadoramente
assim que sai a porta fechou e eu não sei
onde estou... Será que morri?
Não consigo lembrar de coisas que deveria lembrar
mas lembro da infância e das escolhas que não fiz
então
Escondo-me nesse escuro para que ninguém possa
ver minha face tremula diante do algoz futuro roubado.
Sabia desdo princípio que estas feridas abertas
voltariam a me atormentar:
Estou apaixonada por varias mulheres.
Este é meu fim.
cujo o nome não sei dizer ainda.
Durmo...
Acordo...
Tenho sonhos exaustivos que me deixam pensativa durante o dia
tentando lembrar o que aconteceu em mais um período que
dormia.
Vejo a corrente da vida me levar a lugares que não almejei.
Pareço simular algo que já aconteceu em algum...
Agora é calma a noite é clara lá fora.
Um dia a lua me sorriu assustadoramente
assim que sai a porta fechou e eu não sei
onde estou... Será que morri?
Não consigo lembrar de coisas que deveria lembrar
mas lembro da infância e das escolhas que não fiz
então
Escondo-me nesse escuro para que ninguém possa
ver minha face tremula diante do algoz futuro roubado.
Sabia desdo princípio que estas feridas abertas
voltariam a me atormentar:
Estou apaixonada por varias mulheres.
Este é meu fim.
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