FECHO OS OLHOS E IMAGINO UM MUNDO DISTANTE DESSA ILUSÃO.
CUBRO UM OLHO E PERCEBO TODA SATURAÇÃO DA VIDA ESCORRER EM CONTRASTE COM A PISTA. O ASSALTO NO ASFALTO PERMANECE IMPUNE; A VIDA CAÍDA PERMANECE VIVA EM RETINAS QUE BRILHAM QUANDO VÊEM O SANGUE ESCORREGAR LENTO NA TELEVISÃO.
ATORMENTAM-ME AS VOZES QUE ECOAM EM UMA DIVISÃO SEM EQUIVALÊNCIA E UM TRÍTONO TRIUNFAL SUFOCA MEU OUVIDO. EU QUERIA GRITAR ATÉ EXPLODIR MINHA CABEÇA E ACABAR ASSIM COM A CONSTÂNCIA DESSE CICLO.
A INCOMPLETUDE DOS DIAS ME FAZEM VAGAR E UMA SÚBITA VONTADE DE CHORAR ME ATACA O CORAÇÃO. FICO CALADA DURANTE HORAS, SENTINDO MINHA RESPIRAÇÃO, MAS TODA VIA PERCO O CHÃO QUE ME TROUXE ATÉ AQUI.
Hoje de manhã ao abrir os olhos, dei de cara com o cansaço subindo de mansinho nos meus ombros. Segui todo caminho até a parada de ônibus sem entender o sentido dos meus passos. Queria sair correndo pra qualquer espaço onde não restasse menos sorrisos. Desde cedo sinto o medo apertando meus pés.; sinto fome e não é de comer e sede que não cessa com o passar do tempo. Um lamento me obriga a ver e deixar o estômago embrulhar, o coração sangrar e a vontade de chorar...
Sigo sem exitar o caminho que me foi predestinado.
RESISTIR É COMPREENDER A DOR
É SABER SILENCIAR PERANTE A PERDA
SORRIR, MESMO QUE AOS ESFORÇOS,
OS NERVOS NÃO ACOMPANHEM O REAL SENTIMENTO DAS COISAS
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
Ao silêncio
Que são olhos atentos
Que cobiçam com destreza
A pressa do vento a vagar
distante pela cidade
Quem dorme ao som acalentoso
das ruínas e da insípida cerne do tempo?
Canso nas trêmulas noites e
de solidão em solidão
o silencioso abrir dos olhos me
transmuta e surpreende.
Não estou aqui como quimera,
a pureza dos meus olhos a muito se perdeu
Que cobiçam com destreza
A pressa do vento a vagar
distante pela cidade
Quem dorme ao som acalentoso
das ruínas e da insípida cerne do tempo?
Canso nas trêmulas noites e
de solidão em solidão
o silencioso abrir dos olhos me
transmuta e surpreende.
Não estou aqui como quimera,
a pureza dos meus olhos a muito se perdeu
Entrou uma carta dentro da garrafa escrita assim:
Não me deixe embolar a língua e perder a calma
que em meus dedos surge aos poucos.
Sonha comigo nos dias bons para que naqueles
de luz amena a penumbra do amanhecer devolva
esperança que o passado já trazia nos braços como
um filho imaturo.
Conduza sóbria a nau do meu coração, e deixe-o
descansar em seu colo macio, toda desilusão que
o mar não afogou.
Permita que a ternura lhe segure as mãos,
mas não ponha os pés na dor que surge da imensidão
infindável dos desejos construídos na areia da praia.
Eu vos quero como quem não quer mais nada. Igual
a semente que cresce sem algoz; semelhante a doçura
dos dias frios e grandioso como a quintura das noites.
Carrego para ti a minha pequenina moeda de cinco centavos
que sempre acho, para que a sorte chegue como gratidão.
que em meus dedos surge aos poucos.
Sonha comigo nos dias bons para que naqueles
de luz amena a penumbra do amanhecer devolva
esperança que o passado já trazia nos braços como
um filho imaturo.
Conduza sóbria a nau do meu coração, e deixe-o
descansar em seu colo macio, toda desilusão que
o mar não afogou.
Permita que a ternura lhe segure as mãos,
mas não ponha os pés na dor que surge da imensidão
infindável dos desejos construídos na areia da praia.
Eu vos quero como quem não quer mais nada. Igual
a semente que cresce sem algoz; semelhante a doçura
dos dias frios e grandioso como a quintura das noites.
Carrego para ti a minha pequenina moeda de cinco centavos
que sempre acho, para que a sorte chegue como gratidão.
sábado, 28 de julho de 2018
Suicídio
o meu gozo é um choro
no vazio que me engole
as noites.
ontem o dia durou muito
que ainda sinto meu corpo
cansado.
não suporto minha chaga
minhas costa e minhas pálpebras.
durmo pouco,
a manhã é sempre agoniante
e meus olhos não suplicam
pela luz
Nada me satisfaz.
ah como eu gostaria de respirar
fora dessa existência enclausura
que supõe meu gosto
expões minha amargura
as palavras estão limitadas.
o sofrer é limitado
assim como a morte
e o Tudo
expurgar a dor não me fará mais
solúvel, pois dentro de mim
ebulições continuam se chocando
e esses dias me fazem sumir,
logo não existe a depreciação
desse momento e muito menos
seu excesso
no vazio que me engole
as noites.
ontem o dia durou muito
que ainda sinto meu corpo
cansado.
não suporto minha chaga
minhas costa e minhas pálpebras.
durmo pouco,
a manhã é sempre agoniante
e meus olhos não suplicam
pela luz
Nada me satisfaz.
ah como eu gostaria de respirar
fora dessa existência enclausura
que supõe meu gosto
expões minha amargura
as palavras estão limitadas.
o sofrer é limitado
assim como a morte
e o Tudo
expurgar a dor não me fará mais
solúvel, pois dentro de mim
ebulições continuam se chocando
e esses dias me fazem sumir,
logo não existe a depreciação
desse momento e muito menos
seu excesso
segunda-feira, 25 de junho de 2018
Segunda-feira
O tempo morre jovem
na esquina do beco
voltando pra casa
se depara com a morte
que segue seu passo
Quando o rio seca e a
noite chega, o medo
desconserta o aparo da
sorte
É triste sentir o vazio
preencher o estomago
É triste sonha e voltar
a realidade.
Ontem e hoje sempre se
acabando como a fogueira,
sobrando as cinzas que o vento
leva pra algum lugar
Ninguém pensa em morrer
embora traga essa marca desde
nascença. Ninguém quer olhar
pra trás e ver um corpo caído.
Ninguém quer abrir os olhos
depois da queda triunfal do ego.
Ninguém suporta a perda.
Ninguém nunca se prepara!
na esquina do beco
voltando pra casa
se depara com a morte
que segue seu passo
Quando o rio seca e a
noite chega, o medo
desconserta o aparo da
sorte
É triste sentir o vazio
preencher o estomago
É triste sonha e voltar
a realidade.
Ontem e hoje sempre se
acabando como a fogueira,
sobrando as cinzas que o vento
leva pra algum lugar
Ninguém pensa em morrer
embora traga essa marca desde
nascença. Ninguém quer olhar
pra trás e ver um corpo caído.
Ninguém quer abrir os olhos
depois da queda triunfal do ego.
Ninguém suporta a perda.
Ninguém nunca se prepara!
domingo, 17 de junho de 2018
Ô fastio
Durante aquele passado em que
o presente estava, hoje falamos
do futuro de boca pra fora.
Quem éramos nós antes da noite?
Se nos amamos feito duas esfomeadas,
por que não nos engolimos?
Por acaso nossa fome fora saciada?
Não compreendo o fim
se ainda há onde recomeçar,
por que acabamos tão engasgadas?
o presente estava, hoje falamos
do futuro de boca pra fora.
Quem éramos nós antes da noite?
Se nos amamos feito duas esfomeadas,
por que não nos engolimos?
Por acaso nossa fome fora saciada?
Não compreendo o fim
se ainda há onde recomeçar,
por que acabamos tão engasgadas?
Étimos
Embebedar
a noite que nos pare
conforme somos a
vulnerabilidade do osso:
um bebê
Transamos
contente ao descontente
instante de não ser
aquilo que fomos
durante a noite
Juntamos
os montes as terras
e o fim
nos chamou de
tempo
a noite que nos pare
conforme somos a
vulnerabilidade do osso:
um bebê
Transamos
contente ao descontente
instante de não ser
aquilo que fomos
durante a noite
Juntamos
os montes as terras
e o fim
nos chamou de
tempo
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